Resident Evil 5
Por:MC.SP-DRD
A lenda do terror chega ao Xbox 360 com novidades de arrasar

A Capcom fez um belo trabalho ao longo dos anos: conseguiu manter a série de horror Resident Evil como um dos games mais populares ao redor do globo. Teve gente por aí que duvidou da longevidade e chegou a prever o fim da franquia. Isso há uns três ou quatro anos. Não era pra menos, afinal a única coisa que chegava às prateleiras eram pilhas e mais pilhas de histórias paralelas, continuações, mas nada de realmente substancial. Nem RE0 bastou para acalmar os ânimos. Havia a sensação de que RE poderia acabar em um tédio sem fim.
Então a produtora se concentrou em Resident Evil 4. A série renasceu, mudou toda a estrutura e mecânica de jogo, alterou os controles e até a atmosfera tão famosa das versões antigas. Poderia ser um tiro no pé, mas o trabalho foi tão bem-feito que o game ganhou diversos prêmios. E, finalmente, todas as atenções se voltaram para RE. Depois de um retorno triunfal como aquele, para onde iria o próximo capítulo?
A boa notícia é que RE4 deixou uma nova base, sólida, para que o novo jogo da série já saia do papel com diversos acertos. Na receita do novo Resident Evil 5, já estão adicionados os ângulos de câmera, que foram tão abruptamente alterados no quarto capítulo. A ação se passa sob uma perspectiva acima do ombro (do protagonista, claro), o que deixa a jogabilidade mais simples e fácil: a sua visão geral do ambiente fica mais clara, nítida. Principalmente se colocada lado a lado da câmera fixa, que é (era?) tradicional na série.
Por falar em tradição, a história deve retornar às origens. Enquanto o quarto episódio não tratava da grande antagonista do jogo, a corporação Umbrella, o quinto tende a voltar àsquestões essenciais da saga e a produtora já avisou que não se trata de uma história tapa-buraco. Provavelmente muitos questionamentos em relação à obscura linha temporal da saga serão resolvidos em RE5. Inclusive, nas palavras da Capcom, "vamos colocar os pingos nos is". Para quem estava atrás de resoluções (como nós), é um ótimo cenário.
Elementos cruciais
Antes de finalmente confirmar que o herói do quinto episódio é ninguém menos que Chris Redfield, estrela do primeiro Resident e da seqüência chamada Code: Veronica, a produtora fez um suspense enorme. Assim que o primeiro vídeo apareceu na net, os rumores sobre Chris começaram a pipocar, mas a Capcom preferiu apenas dizer que o personagem era muito querido pela equipe. Óbvio que muita gente tirou os consoles antigos do armário e colocou o primeiro RE pra rolar. Falta de definição é uma meleca. Ainda não dava pra ter aquela certeza absoluta de que Chris estava de volta.
Se tem uma coisa que a Capcom sabe fazer é manter um interesse alto nas suas produções. Com essa jogada de marketing, o próximo Resident ficou em destaque nos fóruns especializados por um tempão. Assim que a discussão começou a morrer, o produtor Jun Takeuchi focou-se na ambientação. Também é bem singular para os outros jogos de zumbis (até mesmo RE). Muita luz geralmente não combina com o gênero. A ação se passa em uma vila. Mesmo que haja iluminação forte e constante fora das casas, ainda há aquela sensação de claustrofobia do game anterior. O sol marca presença forte, com claridade intensa. Isso gerou um consenso de que o game se passaria na África. Para apimentar, e confirmar o fato, Takeuchi afirmou que RE5 teria um pé no filme Falcão Negro em Perigo, de 2001, que, não à toa, se passa na Somália.
Outro grande retorno para a saga são os zumbis. Apesar de muitas outras mutações genéticas, Resident Evil sempre focou-se nos mortos-vivos. No quarto game, porém, a saga trocou os inimigos pelos inéditos ganados. Eram camponeses infectados com um tipo estranho de parasita, que os tornavam lentos, mas, ainda assim, inteligentes. Sim, o game era muito bom. Mas essa história dos ganados era um tanto esquisita: eles podiam chegar rapidinho ao local da sua próxima missão, organizar-se em grupos, trocar estratégias e até atirar armas em você, mas ficavam bem lentos na hora em que você devia limpar o cenário. Tudo bem, isso pode ser uma opinião pessoal, mas RE sem zumbis ou cachorros-monstro tentando fazê-lo aos pedaços não é a mesma coisa. Não precisam ser os mesmos zumbis da década de 1970, mas se a sensação for parecida, já é um grande atrativo.





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